Profano: Piratas e Cthulhu

Chegada a Isla de La Matanza

Diário do Capitão Richard Adams

Ficamos uma noite em Barbados. Tempo suficiente para reabastecer o barco, vender a carga apresada do navio francês a um dos comerciantes locais, e para a tripulação relaxar. Enquanto planejavámos o último trecho da viagem. Em um bar o Sr. Fernando de Sevilha me mostrou o mapa que era de propriedade do velho Benjamin e um diário que pertencera ao pirata Jonathan Vennick. Ele mostrava um caminho para uma ilha marcada no mapa. De acordo com o velho Benjamin a ilha tinha um enorme tesouro que deixaria a todos ricos como se tivessem saqueado um galeão do tesouro espanhol.

Partimos ao amanhecer. O velho Benjamin estava cada vez mais animado e bêbado. Contando para toda a tripulação as histórias do Capitão Vennick e do tesouro da Isla de La Matanza. A ilha tinha esse nome pois os primeiros nativos que os espanhóis encontraram ao chegar nas ilhas do caribe falavam de uma raça de canibais que habitava uma ilha e sequestrava mulheres e crianças para sacrificá-las aos seus deuses profanos. Os indios chamavam essas ilha de Ilha da Matança ou Ilha da Morte. E assim, os espanhóis a denominaram Isla de La Matanza ou Isla de La Muerte. Alguns exploradores espanhóis procuraram pela ilha, mas nunca a encontraram. Com a descoberta de ouro no México, a história da ilha foi esquecida. Até que Drake a teria encontrado em sua viagem, após ouvir relatos de um naufrágo. Ele a teria marcado em um mapa, mas este se perdeu. Até entrar em posse do Capitão Vennick.

As conversas sobre os selvagens canibais e enormes monstros marinhos que atacaram o barco do Capitão Vennick assustaram alguns dos homens, mas não o suficiente para vencer a cobiça.

Após dois dias contornamos a Ilha de Granada e nos aproximamos da costa do continente. A ilha ficava em um trecho próximo a Isla Blanquila. Na noite do terceiro dia, com os ventos favoráveis para nós, avistamos as duas pedras que marcavam no mapa o caminho segura para a ilha entre os bancos de corais externos da ilha. Era uma noite de lua cheia e próximo ao amanhecer, o barco entrou em um nevoeiro.

Por sorte, Raven estava no mastro e avistou os recifes que formavam a linha interna de corais. Ele gritou, apontando a passagem. Com a ajuda do Mouro, consegui manobrar o barco na estreita passagem. O nevoeiro pareceu se abrir e descortinamos a Isla de La Matanza.

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