Profano: Piratas e Cthulhu

Desembarque na Ilha de La Matanza

Diário do Capitão Richard Adams

Após manobrar o Black Swan até um ponto protegido na entrada de uma pequena baía da Ilha de La Matanza, ordenei o desembarque. Deixei o Sr. Logan como responsável pelo navio. O bêbado Benjamin disse que estava muito velho para pisar de novo na ilha e preferiu ficar no navio. Ele parecia ter mudado de comportamento, como se a bebedeira não pudesse mais esconder o medo de voltar a Ilha de La Matanza.

Usamos os dois botes do Black Swan para nos dirigir até a faixa de areia da praia. Cada um dos botes é capaz de transportar meia dúzia de homens. No caminho, alguns dos homems disseram ter escutado o barulho de tambores dos selvagens à distância, embora eu mesmo não tenha ouvido nada além do barulho das ondas se quebrando nas pedras. Desembarcamos e escondemos os botes na vegetação que avança até a beira da praia.

O Sr. Fernando de Sevilha, seu guarda-costas mouro e o bandido Raven se ofereceram para seguir o mapa desenhado no diário do Capitão Vennick. Estranhamente, o cozinheiro, que insistira em desembarcar, resolveu seguir com eles também. Disse para que eles levassem um dos marujos e eles resolveram levar um dos franceses que haviam se juntado ao grupo após o saque do La Belle Poule.

Após a partida dos cincos membros do grupo exploratório, ordenei que os homens recolhessem água potável do pequeno rio que desaguava na baía e que Próspero a levasse de volta ao navio e dissesse ao Sr. Logan para mandar mais cinco marujos para reforçar a guarda. Se havia mesmo índios canibais, como dizia a história do velho Benjamin, então era melhor procurar um lugar mais protegido para ficar do que na praia.

Na entrada da baía, havia uma pequena ilha com algumas árvores que mesmo na maré baixa ficava um pouco afastada do morro. Enquanto mandava que Robb e Jonh Overton fizessem a guarda, ordenei aos outros que cortassem algumas árvores da beira da praia e fizessem uma pequena paliçada na ilha que nos protegesse em caso de ataque. Os homens não gostaram muito, mas logo depois do meio da tarde, escutamos um tiro à distância. Isso pareceu animá-los a trabalhar mais rapidamente para preparar uma defesa contra possíveis selvagens.

Ao anoitecer, os homens já haviam posto em pé a pequena paliçada na ilha. Mandei que os botes fossem levados para a pequena ilha e para que Zebediah servisse uma comida e um copo de rum para cada um dos marujos, mas que sempre três homens estivessem de guarda.

Enquanto comia a ração e escrevia o diário tentando ignorar o barulho dos marujos, me perguntava o que havia acontecido com os quatro passageiros e o francês.

Foi então que ao longe na montanha, vimos uma revoada de morcegos e um barulho enorme e monstruoso ressoou no ar.

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