Profano: Piratas e Cthulhu

O sobrevivente

Em que um náufrago se junta aos exploradores

A tempestade atingira o Lady Fanen com fúria, fazendo com que o barco naufragasse. Zeb e Jonas tentavam se agarrar a um pedaço do mastro. O mar revolto os atingia. Ao longe eles viam a silhueta de uma ilha, iluminada pelos trovões.

Jonas não conseguiu segurar no mastro e afundou. Quando Zeb tentou ajudá-lo, quase foi também arrastado ao fundo. Dando um chute desesperado no amigo que o segurava, Jeb conseguiu erguer novamente a cabeça acima da água e respirar, agarrado ao mastro.

Quando Zeb acordou, ele estava em uma praia. A tempestade passara e o dia amanhecera. A praia lembrava-lhe da Jamaica, onde havia nascido e fora um escravo antes de conseguir fugir para o interior e se juntar aos maroons das Montanhas Azuis. Mas ele sabia que estava bem longe de sua casa, ali naquela ilha que parecia deserta.

Ele andou pela praia e viu o corpo de outro dos marujos do navio. Não conseguiu reconhecê-lo, mas pelo menos pode pegar uma faca que estava presa no cinto do marujo.

Durante alguns dias ele sobreviveu, com frutas e peixes que conseguiu capturar. Foi quando ouviu os tambores. Seguindo o som dos tambores, chegou a uma aldeia. Escondido, viu quando um grupo de índios selvagens levava um dos marujos do Lady Fafen, Richard, o boatswain do navio, em direção a uma montanha.

Seguindo os selvagens, ele chegou até a entrada de uma caverna. A entrada era guardada pela estátua de dois espíritos malignos, como aqueles que a Rainha Nanny havia lhe falado que existiam em algumas das outras ilhas do Caribe, quando Zeb era uma criança na Jamaica.

Foi nesse momento que ele viu um barco se aproximando da ilha, em direção a uma pequena baía, ao norte da aldeia dos selvagens. Ele se dirigiu para aquela direção. Algumas horas depois, viu um grupo de quatro brancos que subiam o morro. Eles também o viram. Logo depois apareceu um outro branco que o cercou de cima.

Após explicar o que acontecera ao seu navio e o que havia visto, incluindo a entrada da caverna, um dos brancos, de nome Fernando de Sevilha, ofereceu para que ele se juntasse ao grupo, que se dirigia para outra entrada na montanha.

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