Jamaica

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Colônia inglesa, ocupada meio século atrás, em 1655, pela esquadra do Almirante William Penn, durante a guerra Anglo-Hispânica. Em 1657, o Governador da Jamaica convida corsários e bucaneiros da Irmandade da Costa para se estabelecerem em Port Royal, como forma de combater os espanhóis.

A Jamaica é a principal colônia inglesa do Caribe, suplantando Barbados. O calor e o sol são insuportáveis. O ar marítimo é pesado e quente, sufocando os ingleses vestidos com pesadas roupas de lã.

A costa e a planície são ocupadas por centenas de grandes plantações de cana-de-acúçar, manejadas por escravos.

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As montanha e vales do interior da ilha são cobertas por florestas selvagens. O mar é claro, com um fundo de corais, peixes coloridos e tartarugas gigantes. E perigosos recifes que podiam fazer um navio naufragar. No outono, tempestades e, de vez em quando, furacões, varrem a ilha.

Do outro lado da baía de Port Royal existem muitas plantações de cana-de-açúcar. Antigamente, durante décadas, as autoridades inglesas tinham usado as plantações da ilha como uma lixeira pra pessoas indesejáveis, a escória de puritanos, levellers, vagabundos e irlandeses, forçados ao trabalho no campo no distante Novo Mundo. Muitos deles preferiam fugir e se juntar aos corsários.

Na última década, entretanto, os fazendeiros passaram a importar escravos africanos e a população escrava na ilha já passa dos cinquenta e cinco mil, superando a população inglesa em mais de cinco para um. Com isso o medo da rebelião é constante entre os fazendeiros. Dezenas de escravos fugiam todos os anos.

Maroons

Nativos e escravos fugitivos se refugiaram no interior montanhoso e formando os povoados Maroon. As comunidades foram formadas por escravos fugidos e pelos sobreviventes dos nativos, refugiados nas montanhas e vales do interior. Os maroons mantém uma independência feroz dos colonizadores ingleses. Eles defendem sua liberdade com garra e são temidos pelos ingleses.

Uma dessas vilas, Nanny Town, nas Montanhas Azuis, perto do Rio Pedregoso, é liderada pela Rainha Nanny. Uma misteriosa Sacerdotisa Obeah, temida pelos colonizadores brancos, por ser uma poderosa e antiga bruxa.

Uma praticante da religião Obi, oriunda da África, do povo Ashanti, misturada com o cristianismo. Eles adoram o deus serpente.

Cultos africanos, perpetrados pelos negros, que podem causar a morte de feitores de escravos e senhores muito cruéis.
Henry Morgan

Jamaica

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